Melanoma

É o órgão mais extenso de nosso corpo, e ocupa 10% do peso corporal. A pele é, em realidade uma porta que nos protege de agressões externas e que filtra os raios solares e os agentes nocivos.

Experimenta tantas mudanças ao longo da vida que muitas vezes não se lhe presta a suficiente atenção. Sem dúvida a mais preocupante de todas as doenças da pele é o melanoma, ou câncer de pele.

Seu principal causador é o sol, além do primeiro factor de envelhecimento cutâneo. E, no entanto, na sociedade ocidental estar moreno é todo um símbolo de saúde e bem-estar.

O melanoma quiçá seja o tipo de câncer de mais fácil diagnóstico e com maiores perspectivas de cura, se detectado a tempo: pode ser tratado com sucesso mediante cirurgia se diagnosticado na fase inicial.

Normalmente afecta a pessoas com a pele muito branca (sem nenhum bronzeado nem queimadura), gente que passa muito tempo ao ar livre, aqueles que vivem em zonas ensolaradas ou tiveram queimaduras na pele na sua juventude, e também as pessoas que apresentam um historial familiar com melanoma.

O melanoma é um tumor maligno originado a partir dos melanócitos da epiderme (capa superficial da pele) ou de algumas sardas preexistentes (nevus melanócitos), que geralmente aparecem de forma espontânea, ainda que há casos de predisposição genética familiar a desenvolvê-lo.

Na origem destes tumores está envolvida principalmente a radiação ultravioleta (radiação solar), a qual, recebida de forma intermitente, intensa e repetidamente, pode induzir ao desenvolvimento deste câncer.

Para prevenir a aparição destes tumores é aconselhável evitar a exposição intensa e repetida ao sol. Isto é, há que evitar as QUEIMADURAS SOLARES. Por isso, é recomendável seguir umas normas de exposição solar segura. A investigação cosmética no campo dos protetores solar e bronzeadores experimentou nos últimos anos uma autêntica revolução, incorporando-se completamente à cosmética de tratamento e à cosmética da cor.

Surgiu toda uma nova geração de protectores solares para antes, durante e depois da exposição ao sol com fórmulas estudadas que permitem além de bronzear, nutrir e hidratar a pele.

Aos cremes mais ou menos feitos com de azeites suavizantes e ceras vegetais protectoras se uniram, agora, todos os componentes mais sofisticados e exclusivos dos cosméticos de tratamento, que converteram os bronzeadores em autênticos produtos de beleza e no tratamento mais importante do verão.

A cosmética da cor criou toda uma série de produtos especiais para os dias de sol e água: lápis de lábios com filtros solares de alta protecção; pós, sombras de olhos, máscaras de pestanas resistentes à água, e blushes especiais para rostos bronzeados.

Preparar a pele

Pode-se activar a melanina, que é nossa tela protectora natural, para que experimente uma forte subida ao expor a pele ao sol e evite as primeiras queimaduras, para isso estão os pré-bronzeadores, que é conveniente começar a aplicar em lugar do leite hidratante, quinze dias antes de começar as férias.

Os alimentos ricos em caroteno como a cenoura e o tomate fabricam VITAMINA A que facilita a produção de melanina.

Os alimentos ricos em VITAMINA E, e B como o peixe e os legumes, evitam a desidratação e a descamação da pele e ajudam a fixar e prolongar o bronzeado.

Alguns medicamentos, no entanto, como os antibióticos, as sulfamidas ou os anticonceptivos produzem fotossensibilização da pele, o que provoca manchas, muito difíceis de eliminar.

É conveniente aconselhar-se com o médico ou evitar tomá-los pelo menos uma semana antes de começar a exposição ao sol.

As pessoas consideradas como de alto risco a sofrê-lo são as que têm a pele, os cabelos e os olhos claros ou as que têm abundantes sardas. Assim mesmo, os estudos epidemiológicos indicam que o maior risco se produz quando a irradiação solar se recebe na infância.

É conveniente sempre aconselhar-se com o seu médico antes de tomar sol.

Proteger a pele:

Os três primeiros dias de exposição ao sol são os verdadeiramente importantes. No primeiro dia é no que se produzem a maior parte das queimaduras que muitas vezes duram todo o verão.

Deve-se expor ao sol em sessões de cinco minutos, que se estenderão a dez minutos o segundo dia.

O terceiro dia a pele entra em crise.

É o momento em que a melanina estimulada durante os dois dias anteriores, consegue atingir a epiderme mas ainda não a protege

Se esse dia não se toma o sol ou se utiliza uma protecção total, se terá assegurado o sucesso.

Na minha vida de médico nunca vi as pessoas a seguirem essas recomendações, desde gente idosa a crianças, porque existe a psicologia induzida de se trabalhar para o bronze total. O que tenho cada vez visto mais é gente com melanoma.

A partir dos 25 anos, antes inclusive, se a pele é seca é necessário usar um produto específico para o rosto, se querem evitar a aparição de rugas prematuras, já que a essa idade a pele começa a envelhecer e reduz a sua capacidade de recuperação. Nas zonas mais sensíveis, (lábios, nariz, ombros) é conveniente usar sempre um bronzeador de alto índice de protecção, o mesmo que se utilizou os dois primeiros dias para todo o corpo. Também é necessário cobrir as cicatrizes e as manchas da pele com uma protecção especial.

Os pontos com mais pigmentação da cara ou o corpo se escurecem e engrandecem ainda mais com o sol e as cicatrizes adquirem um anti-estético tom pardo.

Restaurar a pele:

Depois de tomar sol é indispensável restaurar a pele agredida pelos raios nocivos do sol. Na maioria dos casos se produz uma verdadeira irritação, que queima a pele, chamado eritema solar. Todos os bálsamos, cremes, leites e geles para depois do sol contêm elementos calmantes, anti-inflamatórios, hidratantes, suavizantes e regeneradores do epitélio, com o que além de consertar e hidratar a pele, evitam ou mitigam a sensação de dor, tensão, ardor e prurido.

Possuem ademais um ligeiro efeito antibacteriano com o objecto de evitar infecções por micróbios e sobretudo um efeito protector e fixador do bronzeado ao evitar a descamação.

FACTORES DE RISCO:

Há umas regras básicas para detectar a transformação maligna de uma sarda.

Quando suspeite esta possibilidade, consulte rapidamente o seu dermatologista

SÃO:

  • Assimetria da lesão

  • Nódulo irregular

  • Cor heterogénea

  • Mudança de cor

  • Diâmetro superior a 6 milímetros.

PARA MANTER A PELE SÃ:

  • Cuidar a sua alimentação.

  • Vitaminas, minerais, líquidos naturais, gorduras…

  • Todos os nutrientes são imprescindíveis para que a pele cumpra suas funções biológicas. Protege tua pele, tanto do frio como do suor e do calor. Os extremos climáticos deixam a epiderme sem protecção natural.

  • A higiene é fundamental. Elege sabões com um PH neutro, não ponhas o chuveiro demasiado quente e evita os banhos de imersão prolongada

  • Seca totalmente as mãos cada vez que as uses e usa um creme hidratante depois do banho.

  • Elija desodorizantes com baixo conteúdo em álcool. Nunca exponham ao sol bebés menores de seis meses. Informe seus filhos adolescentes do risco da sobreexposição solar.

  • Não fume nem beba álcool assiduamente, e não abuse de alimentos gordurosos ou picantes.

  • Observe periodicamente os sinais.

  • Se mudam de cor, crescem, ou supuram vá imediatamente ao seu dermatologista.

Se você pensa que o Melanoma só acontece com os outros, está inteiramente equivocado.

Prof. Doutor Carlo Bourbon Parma

 

2 comments Novembro 30, 2007

Emagrecer sem Risco

BENEFÍCIOS DA DIETA MEDITERRÂNICA

É importante saber que a panaceia para emagrecer não existe, igual que as dietas milagrosas que permitem baixar quilos a mais em tempo recorde. É mais, os regimes sem controlo e sem critério podem ter consequências mais drásticas do que uma desilusão, podem prejudicar drasticamente a saúde. A sabedoria da dieta mediterrânica permite seguir uma alimentação equilibrada com todos os nutrientes necessários. A obesidade é o resultado de uma má alimentação, convertendo-se num grande problema dietético, psicológico e social muito frequente nos países civilizados. NA EUROPA afecta 33% da população geral e, destes, 14% padecem de obesidade mórbida ou grave. A obesidade se produz, descartando as doenças endocrino-metabólicas, como resultado de uma ingestão em quantidade ou qualidade superior às necessidades do indivíduo. O resultado é que a pessoa que ingere mais calorias das que queima se armazenam no corpo em forma de gordura. Para saber exactamente se uma pessoa tem obesidade patológica ou não, e seu grau, o médico divide o peso do paciente pela medida em metros ao quadrado, obtendo um número denominado Índice de Massa Corporal:

Para saber se uma pessoa está obesa e o relacionamento ao índice de massa corporal.

Considera-se um paciente de importância normal quando tem um índice de massa corporal inferior a 25. Quando o índice de massa corporal está entre 25 e 30 consideramos que existe um sobrepeso. Se está entre 30 e 35 estamos face a um obeso patológico; entre 35 e 40 se trata de obesidade grave e acima de 40 se considera a obesidade como mórbida. Geralmente, todas as pessoas que vão a uma consulta médica por problemas de obesidade, sofreram já um ou mais regimes hipo calórico para tentar o emagrecimento.

Problemas que implica a obesidade:

Um índice de massa corporal superior a 40 é o que a Sociedade Europeia e Americana de Cirurgia da Obesidade considera de obesidade mórbida. Nestes pacientes os riscos de problemas respiratórios, circulatórios, endócrinos, cardíacos, de padecer câncer de mama e mortalidade (menos 1 ano de vida por cada 10 kg de excesso de peso), são superiores aos riscos que comportam uma intervenção cirúrgica tradicional, isto é, abrindo o paciente.

Nos casos em que o índice de massa corporal está situado entre 30 e 40 é frequente padecer doenças hepáticas, cardiológicas (enfarte, hipertensão, articulares, metabólicas (diabetes). Tudo isso aconselha a perda de importância e portanto pode estar justificada a cirurgia. Quando o Índice de Massa Corporal é inferior a 30, deve realizar-se tratamento dietético endocrinológico, como primeira opção. Mas os quilos a mais conduzem a outros problemas além dos físicos, não devemos esquecer as repercussões psicológicas que implica: falta de auto-estima, insegurança, depressões…

Vários estudos levados acabo durante os últimos 30 anos puseram de manifesto que os países da costa mediterrânica: Espanha, Itália, França, Grécia e Portugal tinham uma menor percentagem de enfarte de miocárdio e uma menor taxa de mortalidade por câncer. Os pesquisadores, surpresos, procuraram as possíveis causas, e descobriram que a dieta tinha um papel fundamental. A partir de então, começou-se a falar da dieta mediterrânica como um factor a ter em conta na prevenção destas doenças.

Depois desta descoberta, os cientistas foram perfilando os elementos que definem a dieta mediterrânica: massa e arroz, verduras, legumes, abundante fruta, azeite de oliva, pouca carne e muito peixe, pão integral, e tudo misturado com algumas especiarias como o alho, o orégão, um pouco de pimenta, e pequenas quantidades de bom vinho. Num princípio não se sabia a ciência verdadeira por que funcionava tão bem esta determinada combinação de alimentos. Mas, pouco a pouco, as novas descobertas em bioquímica e nutrição desvelaram os segredos de uma sabedoria milenar.

Azeite de oliveira

Em 1986, depois de 15 anos de trabalho com cientistas de sete países diferentes, o professor A. Keys fez público o chamado Estudo dos Sete Países. Este trabalho demonstra que a presença de ácidos gordurosos insaturados na dieta diminui o risco de padecer obstruções nas artérias do coração. Também pôs de relevo a relação directa entre os níveis de colesterol no sangue e a incidência de enfarte de miocárdio, e entre a quantidade de gorduras saturadas e os níveis de colesterol. O azeite de oliveira virgem, amplamente utilizado na dieta mediterrânica, tem um 80% de ácido oleico (monoinsaturado) e só um 14% de ácidos gordurosos saturados. Não são estas as únicas vantagens do azeite de oliveira. Apesar de ter poucos ácidos gordurosos polinsaturados, tem a suficiente quantidade para cobrir as necessidades diárias mínimas (umas 10 gramas). Ademais, é mais resistente à oxidação (saturação de seus ácidos gordurosos) quando se aquece do que outros tipos de azeites vegetais, suportando sem mudanças apreciáveis os 200 graus centígrados de temperatura, frente aos 100 graus centígrados em média que suportam os azeites de sementes. Isto implica que podemos fritar os alimentos com azeite de oliveira sem temer que seus ácidos gordurosos se saturem.

Peixe

Outra característica significativa da dieta mediterrânica é o reduzido consumo de carnes em comparação com o de peixes. Nos estudos levados a cabo sobre os esquimós de Groenlândia se descobriu que a incidência de doenças cardiovasculares nestas populações era praticamente nula. Apesar que mal consumiam azeites vegetais, seus níveis de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) eram extremamente baixos em comparação com os de lipoproteínas de alta densidade (HDL). O alto conteúdo de ácidos gordurosos poliinsaturados da série omega-3 dos peixes gordurosos que consumiam em grandes quantidades explicou este facto.

Frutas, legumes, verduras, massas e cereais integrais.

Também cabe destacar o alto consumo de massas “ao dente” e cereais integrais da dieta mediterrânea. Estes carboidratos têm um índice glicémico muito baixo. O índice glicémico reflecte a relação entre a subida de glucose em sangue produzido por um hidrato de carbono qualquer em comparação com a que produziria um aporte das mesmas calorias em forma de glucose pura ou pão branco refinado. É preferível que a glucose se vá liberando paulatinamente na corrente sanguínea para conseguir uma adequada captação nas células e evitar assim a formação de gorduras, a acidoses e outros transtornos.

Os alimentos mais recomendáveis por ter um índice glicémico menor são os legumes, hortaliças, massa italiana (ao dente) e frutas, que são justamente os mais abundantes na dieta mediterrânica. A fibra também tem um papel fundamental na regulação do índice glicémico ao reter parte dos nutrientes e retardar sua absorção.

DEZ CONSELHOS IMPRESCINDÍVEIS

Uma dieta muito variada e com produtos frescos de temporada. A alimentação não tem por que ser monótona, podemos variar os tipos de verduras, de saladas, de frutas, de carnes, de peixes, de cereais. Podemos ir variando os tipos de cozinhado: fervidos, grelhados, fritos, ao forno, ao vapor… Não existe um alimento completo, e uma dieta variada é um seguro de nutrição completo. Consumir as calorias que precisamos. Saber ir variando a dieta ao longo da vida, acomodando-a a cada etapa, tendo em conta o tipo de actividade, contrariando com a dieta a geral tendência a engordar a partir dos 40 anos, constitui um bom seguro de saúde.

Incluir hidratos de carbono completos. As verduras, os cereais integrais e os legumes contêm estes necessários hidratos de carbono e consumi-los é uma forma correta para conseguir uma dieta equilibrada, sem um excesso de gorduras nem de proteínas. Os legumes são um alimento indispensável que teria que consumir três vezes à semana como prato principal.

Tomar a diário azeites vegetais. São a melhor fonte de VITAMINA E e de ácidos gordurosos essenciais, necessários para a correcta formação de células. Os países de grande consumo de azeites de oliveira não têm uma alta percentagem de doenças cardiovasculares nem de câncer de mama. Acompanhar os pratos de carnes com saladas. É uma excelente forma de adicionar vitamina C nas comidas com alto conteúdo proteico. O pimenteiro e a salsa são uns dos alimentos mais ricos em vitamina C. Deste modo se protege o aparelho digestivo da possível formação de substâncias perigosas.

Converter o limão no tempero de todas as comidas. O limão, com sua importante dose de vitamina C e seu alto conteúdo em minerais, converte-se num extraordinário alimento, equilibrador da dieta. O limão pode introduzir-se na alimentação diária como um refrigerante (em limonadas adoçadas com mel), adicionando um pouco de suco de limão a qualquer suco de frutas ou de hortaliças, acompanhando as infusões, como tempero de saladas e verduras…

Começar o dia com um bom copo de suco de frutas e hortaliças (aqui vcs me matam), mas é gostoso acreditem. Esta norma prática é um saborosíssimo sistema para assegurar uma boa dose de vitaminas e minerais diários. Saber o que comemos. Apesar de que a Organização Mundial da Saúde exerce cada vez um maior controlo sobre os aditivos que se utilizam, é preciso tomar consciência dos conservantes e aditivos que se ingerem.

Saber que um alimento refinado perdeu uma importante quantidade de minerais. Os processos industriais que se foram introduzindo na indústria alimentícia fizeram possível uma ampla oferta de produtos preparados e refinados. Refinar os cereais supõe tirar-lhes a capa externa que os recobre, e também o germe, com o que se eliminam uma importante quantidade de vitaminas e minerais. Esta alimentação à base de produtos refinados que está transformando nossa boa dieta mediterrânica num “menu de cafetaria” é uma alimentação deficiente e por tanto causador de muitos problemas de saúde.

Nenhum menu sem fibra! Dêmos à fibra a importância que tem em nossa alimentação. Uma alimentação sem fibra é uma alimentação antinatural, já que temos uma grande longitude de intestino (entre 6 e 10 metros) e portanto a alimentação ser volumosa para facilitar o trânsito intestinal por esse longo percurso.

A fibra faz mais rápido esse trânsito.

Prof. Doutor Carlo Bourbon Parma

1 comment Novembro 30, 2007

Câncer da Mama

INTRODUÇÃO

É um crescimento maligno que começa no tecido mamário. Durante sua vida uma de cada oito mulheres será diagnosticada com câncer da mama. Existem vários tipos diferentes de câncer de mama. O carcinoma ductal começa no revestimento dos canais (ductos) que levam leite ao mamilo e é responsável por mais de três quartos dos cânceres de mama. O carcinoma lobular começa nas glândulas secretoras de leite do seio mas é, a excepção, muito similar em seu comportamento ao carcinoma ductal. Outras variedades de câncer de mama podem desenvolver-se a partir da pele, gordura, tecido conectivo e de outras células presentes nos seios.

Estes fatos sugerem que o câncer da mama se deve ao crescimento a partir de células geneticamente destruídas. Sabe-se que esse dano genético se acumula gradualmente nas células do corpo com o tempo. As mulheres portadoras de mutações do BRCA1 e/ou do BRCA2 têm uma “vantagem inicial” neste processo.

FACTORES DE RISCO

As influências hormonais são importantes, porque estimulam o crescimento celular. Altos níveis hormonais durante os anos reprodutivos de uma mulher, especialmente quando estes não foram interrompidos pelas mudanças hormonais da gravidez, parecem aumentar as possibilidades de que as células geneticamente destruídas cresçam e causem o câncer.

Menarquia e menopausa tardia: as mulheres que iniciam cedo seus períodos menstruais (antes dos 12 anos) ou chegam à menopausa depois dos 55 têm um risco maior. Igual sucede com aquelas que não tiveram filhos ou os tiveram depois dos 30 anos de idade.

Anticonceptivos orais: os anticonceptivos orais podem aumentar ligeiramente o risco de sofrer câncer da mama, dependendo da idade, o tempo de uso e outros factores.

Ninguém sabe por quanto tempo se mantém este efeito depois de suspendê-los.

Terapia de substituição hormonal: demonstrou-se que o uso de terapia de substituição hormonal aumenta o risco de sofrer câncer da mama.

Características físicas: o papel da obesidade como factor de risco continua sendo controvertido. Alguns estudos mostram que se associa possivelmente com a produção de altos níveis de estrógenos nas mulheres obesas.

Consumo de álcool: o alto consumo de álcool (mais de 1 ou 2 copos ao dia) relaciona-se com um maior risco de sofrer câncer da mama. Químicos: vários estudos assinalaram que a exposição a substâncias químicas similares aos estrógenos, que se encontram em pesticidas e certos produtos industriais, pode aumentar também este risco.

DES: as mulheres que tomaram dietilstilbestrol (DES) para evitar abortos podem ter um risco alto de sofrer câncer da mama.

Radiação: as pessoas que têm estado expostas à radiação, particularmente durante sua infância, podem ter igualmente um risco alto,sobretudo quem recebeu radiação no tórax por um câncer anterior.

Estes factos sugerem que o câncer de mama se deve ao crescimento a partir de células geneticamente destruídas. (não uso o termo correcto medico para melhor entendimento) Sabe-se que esse dano genético se acumula gradualmente nas células do corpo com o tempo. As mulheres portadoras de mutações do BRCA1 e/ou do BRCA2 têm uma vantagem inicial neste processo.

Outros factores de risco: vários estudos mostraram que o ter tido tumores prévios nas mamas, útero, ovários ou cólon, e uma história de câncer na família aumentam o risco a câncer de mama.

O modelo Gail é uma ferramenta simples para avaliar os riscos de sofrer câncer de mama, que toma em conta os factores de risco mais importantes e que aconselho. Estes textos vão abordar exaustivamente esta matéria não deixando espaços brancos e a regularidade irá ser seguida.

SINTOMAS

·        Protuberâncias nas mamas ou massas mamárias identificadas durante um auto exame de mama, as quais costumam ser indolores, de firmes a duras e, pelo geral, com rebordos irregulares.

·        Protuberâncias ou massas na axila.

·        Mudança no tamanho ou forma do seio.

·        Secreção anormal do mamilo costuma ser um líquido sanguinolento ou de claro a amarelado ou esverdeado pode parecer pus (purulento).

·        Mudanças na cor ou sensação da pele do mamilo ou da auréola com orifícios, franzido ou escamosa retracção, aparência de “concha de laranja” veias acentuadas na superfície do seio.

·        Mudanças na aparência ou sensibilidade do mamilo afundado (retracção), aumento.

·        Dor, aumento de tamanho ou moléstia só de um lado.

·        Qualquer protuberância no seio, dor, sensibilidade ou outra mudança num homem.

·        Os sintomas de doença avançada são dor óssea, perda de importância, inflamação de um braço e ulceração cutânea.

Por favor se notarem alguma dessas situações vão imediatamente ao vosso médico de família. Só se salvou as pessoas que vão ao médico porque 80% dos casos não é câncer da mama e quando é diagnosticado se resolve a situação. Ninguém se salvou até hoje ficando em casa chorando e dizendo não consigo.

As pessoas que passaram por esse tipo de situações podem conter a sua situação em termos psicológicos de auto-ajuda positiva.

Não vou permitir um testemunho a propósito de um pedido de ajuda a uma situação de AVC em que o suposto paciente relatava a sua situação. A esse testemunho seguiram-se outros idênticos. Não entrevi na altura, fiz mais tarde. O testemunho pode ser bom em termos psicológicos mas a advertência sobre a recuperação em termos médicos pode não servir. No mesmo dia eu e minha equipa e a equipa de neurocirurgiões removemos um ateroma de um AVC. Foram 3 horas de cirurgia, o paciente ficou bem e passado 5 dias assistiu a um jogo de futebol.

CADA CASO É UM CASO DIFERENTE ENTENDAM POR FAVOR.

SINAIS E EXAMES

Todas as mudanças preocupantes nas mamas devem ser confirmados e pesquisados por um médico. Depois de obter tanta informação quanta seja possível a respeito dos sintomas e os factores de risco, o médico leva cabo um exame físico que inclui as duas mamas, axilas e a área do pescoço e do tórax.

Podem-se recomendar exames e tratamentos adicionais.

A mamografia radiológica pode ajudar a identificar a massa mamária.

Etapas do Câncer da Mama:

ETAPA 0: doença in situ (no lugar) na qual as células cancerosas se mantêm em sua localização original dentro do tecido mamário. Conhecido como carcinoma de condutos in situ (DCIS) ou carcinoma lobular in situ (LCIS) e dependendo do tipo de células envolvidas e a localização, é uma condição pré-cancerosa. Só uma pequena quantidade dos tumores DCIS progridem até converter-se em câncer invasivos.

Existe alguma controvérsia dentro da comunidade médica sobre a melhor maneira de tratar estes DCIS.

ETAPA I: tumor menor a 2 cm de diâmetro sem disseminar-se além da mama.

ETAPA IIA: tumor de 2 a 5 cm de diâmetro, sem disseminação a gânglios linfáticos axilares, ou tumor de menos de 2 cm com disseminação aos ditos gânglios.

ETAPA IIB: tumor maior que 5 cm de diâmetro sem disseminação a gânglios linfáticos axilares ou tumor de 2 a 5 cm com disseminação a estes gânglios.

ETAPA IIIA: tumor menor de 5 cm com disseminação a gânglios axilares unidos entre si ou a outras estruturas, ou tumor maior de 5 cm com disseminação a estes gânglios.

ETAPA IIIB: tumor com invasão à pele da mama ou à parede torácica, ou se disseminou a gânglios linfáticos dentro da parede torácica ao longo do externo.

ETAPA IV: tumor de qualquer tamanho disseminado além da mama e a parede torácica, como ao fígado, os ossos ou os pulmões.

Muitos factores adicionais, além da definição das etapas, podem influir nos tratamentos recomendados e o resultado provável.

Entre estes podem estar o tipo preciso de célula e à aparência do câncer, o fato de se as células cancerosas respondam ou não aos harmónios e a presença ou ausência de genes que se sabe causam o câncer de mama.

Tratamento

A selecção do tratamento inicial está baseada em muitos factores. Para o câncer em etapas I, II ou III, as principais considerações são tratar adequadamente o câncer e evitar a recorrência, já seja no lugar do tumor original (local) ou em qualquer outra parte do corpo (metastática). Para a etapa IV, o objectivo é melhorar os sintomas e prolongar a sobrevivência, no entanto, na maioria dos casos o câncer em etapa IV não se pode curar. A cirurgia pode consistir só em extracção do tumor da mama (tumorectomia), ou mastectomia parcial, total ou radical, pelo geral com a extracção de um ou mais gânglios linfáticos da axila. Com frequência, utilizam-se procedimentos especiais para encontrar os gânglios linfáticos aos que mais provavelmente se disseminou o câncer (gânglios sentinela).

Se pode dirigir terapia por radiação ao tumor, à mama, à parede torácica ou a outros tecidos que se conhece ou se suspeita que fiquem com células cancerosas. A quimioterapia se utiliza para ajudar a eliminar as células cancerosas que ainda possam ficar na mama ou que já se tenham disseminado a outras partes do corpo. Utiliza-se terapia hormonal com tamoxifen para bloquear os efeitos do estrogénio que de outra maneira pode ajudar às células cancerosas a sobreviver e crescer. A maioria das mulheres com cânceres de mama que apresentam estrogénio ou progesterona em sua superfície beneficiam do tratamento com tamoxifen. Uma nova classe de medicamentos denominados inibidores da aromatasa, como Aromasin, demonstraram ser tão bons como ou possivelmente melhores que o tamoxifen em mulheres com cânceres de mama na etapa IV. A maioria das mulheres recebe uma combinação destes tratamentos. Para os tumores em etapa 0, o tratamento regular é a mastectomia ou tumorectomia mais radiação. No entanto, existe alguma controvérsia sobre a melhor maneira de tratar o DCIS. Para os casos em etapas I e II, o tratamento regular é tumorectomia (mais radiação) ou mastectomia com a extirpação de ao menos o “gânglio sentinela”.

Grupo de Apoio

Pode-se ajudar a aliviar o stresse provocado pela doença unindo-se a um grupo de apoio, em que os membros compartilham experiências e problemas comuns. Expectativas (prognóstico) A etapa clínica do câncer de seio são o melhor indicativo para o prognóstico (resultado provável), além de outros factores.

Os índices de sobrevivência de cinco anos para os indivíduos com câncer mamário que recebem o tratamento apropriado são aproximadamente:

·        95% para a etapa 0

·        88% para a etapa I

·        66% para a etapa II

·        36% para a etapa III

·        7% para a etapa IV

Os gânglios linfáticos axilares são a via principal que as células cancerosas devem utilizar para chegar ao resto do corpo. A extensão para eles afecta significativamente o prognóstico. A quimioterapia e a terapia hormonal podem, pelo contrário, melhorar o prognóstico em todos os pacientes e aumentar as possibilidades de cura em pacientes com tumores nas etapas I, II e III.

COMPLICAÇÕES

Inclusive com os tratamentos agressivos e apropriados, o câncer mamário costuma disseminar-se (fazer metástase) a outras partes do corpo como os pulmões, o fígado e os ossos. A taxa de recorrência é de 5% depois de uma mastectomia total e extirpação dos gânglios linfáticos da axila quando se encontra que ditos gânglios não têm câncer. A taxa de recorrência é de 25% naqueles indivíduos com tratamentos similares quando os gânglios têm câncer. Outras complicações podem ser resultado da cirurgia, a alteração da drenagem da linfa desde o braço, as mudanças causadas pela radiação e o tratamento com quimioterapia e tamoxifen. No entanto, as consequências de atrasar ou evadir a detecção a tempo e o tratamento do câncer de mama são bem mais devastadoras e com frequência letais.

Situações que requerem assistência médica

Deve-se comunicar ao médico se um homem ou mulher detecta qualquer dos sintomas que poderiam indicar câncer de mama:

·        Uma mulher maior de 40 anos que não realizou um mamograma no último ano.

·        Uma mulher de 35 anos ou mais e tem uma mãe ou uma irmã com câncer de mama ou antecedentes prévios de câncer mamário, uterino, ovárico ou de cólon.

·        Uma mulher de 20 anos ou mais do que não conhece o procedimento ou precisa ajuda para aprender a realizar o auto exame de mama.

Muitos dos factores de risco não se podem controlar.

Alguns colegas do campo de nutrição e câncer coincidem em que, geralmente, é possível reduzir os riscos através de mudanças na dieta e no estilo de vida.

A maioria dos esforços se concentraram na detecção a tempo, já que o câncer da mama se trata mais facilmente e com frequência é curável se detectado a tempo.

O auto exame das mamas, ou exame clínico das mamas por parte de um profissional treinado e a mamografia são as três ferramentas para a detecção a tempo.

Recomendo o auto exames de mama mensal, na semana seguinte ao período menstrual se a pessoa tem 20 anos ou mais.

Os exames clínicos regulares por parte de um médico se recomendam para mulheres entre os 20 e 39 anos de idade e ao menos cada três anos.

A partir dos 40 anos de idade, as mulheres devem fazer-se um exame clínico regular com um médico 1 vez ao ano.

A mamografia é a forma mais efectiva de detectar precocemente o câncer de mama.

Recomendo a realização de mamografias cada ano para todas as mulheres de 40 anos ou mais.

Recomendo a cada 1 ou 2 anos para mulheres maiores de 40 anos ou mais.

Para aquelas mulheres com factores de risco, entre os que se conta a história de familiares próximos com câncer, as mamografias anuais devem começar a realizar-se 10 anos antes da idade que tinha o parente afectado ao momento de seu diagnóstico.

Dois medicamentos que mostraram ser capazes de reduzir o risco de câncer de mama estão sob estudo. Estes são tamoxifen (Nolvadex) e raloxifene (Evista) e ambos se comportam como antiestrogénicos no tecido mamário.

O tamoxifen já é amplamente utilizado para prevenir a recorrência em mulheres já tratadas por este tipo de câncer. Estão-se usando muitos outros agentes hormonais mais novos, como os inibidores da aromatasa e outros, depois de suspender o tamoxifen, ou inclusive em seu lugar. Para algumas mulheres em muito alto risco de câncer, o uso preventivo destes medicamentos pode ser apropriado, mas se deve conferir com um médico da especialidade (oncologia).

A mastectomia preventiva, que é a extirpação cirúrgica de uma ou ambas mamas, é uma opção para prevenir o câncer de mama em mulheres de muito alto risco.

Depois da cirurgia, pode-se recomendar quimioterapia ou terapia hormonal ou ambas. A presença de tecido canceroso da mama nos gânglios linfáticos axilares é muito importante para a definição da etapa do processo e o tratamento e seguimento apropriados. As pacientes na etapa III em geral se tratam com cirurgia seguida de quimioterapia com ou sem terapia hormonal. Também se pode considerar a radioterapia sob circunstâncias especiais. O câncer de mama em etapa IV se pode tratar com cirurgia, radiação, quimioterapia, terapia hormonal ou uma combinação destas (segundo a situação).

UMA DE MUITAS QUESTÕES POSTAS

VC PODE RESPONDER!

Porque ainda sentimos tantas restrições a pessoas que tiveram ou tem câncer? Já não seria a hora de se fazer algo para que todos tenham consciência que pode acontecer com qualquer um… muitos não gostam nem de falar no nome câncer. Dizem aquela doença feia ou ruim, afinal eu passei pela experiencia e senti esta diferença as pessoas olham para vc com pena, ou acham que vc está sendo castigada por DEUS, imagine isto, como se DEUS fosse um carrasco, olha amigo eu acredito em problema cármico, conheço através do meu tratamento uma infinidade de pessoas que faziam prevenção e se foram, apesar de todos os cuidados, eu sempre falo se não for a hora o socorro virá do alto, afinal o Pai do céu deixou na terra seus anjinhos que são os médicos + o Pai do céu é o chefe da equipe médica é Ele que dirige todos os procedimentos necessários pra vc permanecer na terra, pois vc ainda tem algo a fazer antes de fazer a viagem de volta para casa

RESPOSTA:

Agradeço seu testemunho. Peço desculpa pelo atraso na publicação dos textos relativos a esta área. Estive de férias 2 meses e no momento com bastantes responsabilidades académicas e profissionais. Como médico e nos espaços clínicos onde trabalho o doente canceroso é tratado como uma pessoa normal, que está passando por uma fase menos boa de sua vida. Temos cuidado do acompanhamento psicológico complementar conjunto às famílias. A melhor ajuda para o sucesso de qualquer tratamento e cura é o próprio doente. A marginalidade depende das políticas sociais de cada país e da mentalidade do tecido social e respectivos componentes. Como médico não posso realizar minha profissão sem estar na inteira submissão de Deus. Porque uns vencem o câncer e outros não? Porque uns vencem o stroke e outros não? Porque uns vencem a depressão e outros não? Porque uns têm casamentos felizes, outros não? É uma resposta que a natureza humana procura sem sucesso ao longo da história da humanidade. Todavia, como médico aconselho a prevenção com uma vida equilibrada e com exercício e sendo o ser humano uma parte espiritual, a equilibrar com o alimento Deus.

Obrigado

Prof. Dr. Carlo Bourbon Parma

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2 comments Novembro 30, 2007


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